sábado, 12 de julho de 2008

UM PEQUENO MOMENTO ETERNO


Como é bom te ver sorrindo,
me fazendo sorrir também;
brincando como crianças,
levando a vida, como se fosse
uma eterna ciranda.

Como é bom podermos partilhar,
momentos pequenos,
que se tornam grandes, demais...

Como é bom, mesmo com tantos contratempos,
sentir que, ainda nos sobra tempo,
de curtirmos o pouco que nos é dado,
pela certeza de amar.

Regina Azenha

Do livro Fragmentos & Mutações -1997

TUA VOZ II


Tua voz é cristalina
como a água que corre na fonte,
é refrescante como a brisa,
é céu e mar cruzando o horizonte

Tua voz é primavera em pleno outono,
é verão quando em mim, está inverno;
é alegria que chega quando estou triste,
é nostalgia no longo espaço em que te espero...

Tua voz é saudade cativa
que teima sempre em chegar,
é a lembrança mais viva
que em meu pensamento insiste habitar...

Tua voz é sinfonia constante
que vibra em meu coração,
tua voz é mais que "vida"...
é a certeza de sentir pulsar no peito
a mais pura e terna emoção.

Regina Azenha
Do Livro Fragmentos & Mutações- 1997

TUA VOZ


Tua voz é terna, como o cantar dos pássaros,
é luz onde existir escuridão,
é brisa que acalenta,
é felicidade que faz pulsar um coração...

Tua voz é doce como o mel,
é melodia que ecoa pelo ar,
é transparente como o azul do céu,
é esperar que me faz sonhar...

Tua voz tem a maciez do veludo,
é beleza rara que surge sem se esperar...
tua voz é um bálsamo para tudo,
tua voz... é sinônimo de paz!...

Regina Azenha
Do livro Fragmentos & Mutações- 1997

DEIXA...


Deixa que eu te ame assim,
um amor calmo e amiúde,
que nada exige,
que nada espera...

Deixa que eu te queira sempre,
um querer sem possessividade,
um querer que só faz bem,
mesmo quando se vive na saudade...

Deixa que eu cultue no pensamento
um pensar...assim tão docemente;
um pensar, que sem forçar a mente
seja, como de que é capaz quem ama realmente...

Deixa...

Deixa que eu siga assim,
te amando à distância,
te querendo numa constante,
te aceitando como és...

Regina Azenha
Do livro Fragmentos & Mutações - 1997

IMPORTA


O que importa é que fique disso tudo,
a lembrança de um amor incontido,
tão sublime a cada instante,
como se fosse eterno, infinito...

O que importa é que um dia,
fomos um pelo outro,
na alegria e na adversidade,
que fomos "nós", por pouco tempo,
mas que vivemos o Amor
em toda sua intensidade...

O que importa mesmo, em verdade,
é que descobrimos "vida",
onde nem luz existia,
e que brotou bem dentro de nós,
um grito de liberdade,
surgido de uma voz
sufocada e rouca,
a nossa própria voz...

Regina Azenha

Do Livro Fragmentos & Mutações- 1997

LIMITES INÚTEIS


Não poder gritar ao mundo,
um amor que de tão perfeito,
é proibido,
é ter que calar o coração,
coração sufocado e ferido

Não poder assumir a realidade,
viver fingindo, se escondendo,
é ter que disfarçar o sentimento,
e fazer com que a felicidade
se torne um sofrimento.

Não poder seguir livremente,
tendo sempre que ocultar
nossas identidades,
é "sobreviver" num espaço limitado,
como se amar, fosse pecado...

Regina Azenha

Do livro Fragmentos & Mutações- 1997

ONDE ESTÁS QUANDO TE PRECISO?


Nas horas em que preciso de um amigo,
para me ouvir e aconselhar,
é aí que me dou conta,
a solidão não tem par.

Nos momentos em que preciso de ti,
para me livrar do abismo,
defronto-me com a realidade,
és tu mesmo, o meu precipício.

Nos instantes em que imploro tua presença,
seja espiritual, ou física,
é que descubro como tua indiferença
me consome,
pois não encontro
nem o amigo, nem o homem...

Regina Azenha
Do livro Fragmentos & Mutações -dez.1997

SOLIDÃO


Estou só...
pela janela, vejo a noite que chega...
este negrume que assusta...
uma a uma, as estrelas começam
a cintilar...
este brilho com certeza é o reflexo
das lágrimas que dos meus olhos
mansamente começam a rolar...

Estou só...
nem mesmo o luar,
com a sua luminosidade radiante,
me faz sentir serena...
Amedronto-me,
pois as horas passam,
e eu, numa espera angustiante,
aguardando que um novo dia amanheça...

REGINA AZENHA
Do livro Fragmentos & Mutações -1997

sexta-feira, 4 de abril de 2008

QUANDO...


Quando te deixas cair, quase vencido,
sobre a cama em desalinho,
depois do amor...
quando fechas teus olhos
e deixas fluir naturalmente a paz...
quando silencias,
e consegues, com teu silêncio,
tudo dizer...

quando ficas frágil(uma criança)
embalado em sonhos...
quando te sinto sensível,
com o coração aberto
e despojado do teu manto,
é que posso entender
o porquê deste amor que me cativa...
não és simplesmente um homem...
És um anjo!...

REGINA AZENHA
DO LIVRO FRAGMENTOS & MUTAÇÕES-1997

AH! SE EU PUDESSE


Em que estarás pensando nesse momento?
talvez, em mim,
ou quem sabe nas lembranças
dos nossos sonhos sem fim...

Ah! Quem me dera poder partilhar
dos teus caminhos
poder ver nossas mãos unindo-se,
como que atadas,
sem poder desvencilhar-se.

Ah! Se eu pudesse...
se nós pudéssemos
fazer de cada segundo uma eternidade, e

fazer de cada instante
uma união completa
de almas e corpos mesclando-se...

Ah! Se nós pudéssemos.................

REGINA AZENHA
DO LIVRO FRAGMENTOS & MUTAÇÕES- 1997

NOSSO SONHO DE AMOR


Às vezes fico a imaginar
se poderá existir um amor
igual ao nosso...

que mesmo alimentado
de instantes, poucos,
mas de imensa beleza,
consegue ser mais veloz que o vento
em dias de vendaval...

... e que, mesmo fracionado
pelos momentos furtivos,
consegue manter acesa a chama,
não importando a distância
que insiste em nos fazer "sós"...

Às vezes, fico a imaginar
se poderá existir um outro amor
igual ao nosso...

Um amor feito só de "às vezes"
mas que mesmo assim, é "para sempre",
que ninguém acredita existir,
mas vivido intensamente por "nós"...

REGINA AZENHA
DO LIVRO FRAGMENTOS & MUTAÇÕES- 1997

FRAGMENTOS


Tento juntar os pedaços que restaram
de um coração...
coração que aos poucos foi se quebrando,
em cascalhos se transformando,
ao longo do caminho...

Tento ...e quanto!
são fragmentos que restaram
de um amor...
de uma vida...

são grãos de areia
que se perderam no tempo,
que se deixarem levar pelo vento,
sem saber bem o porquê...

são lembranças revividas,
que se transformam em poesia,
para perpetuar o ser.

REGINA AZENHA

DO LIVRO FRAGMENTOS & MUTAÇÕES- 1997

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Gostaria de pedir aos visitantes desse blog, que se possível emitam sua opinião em Comentários, pois é muito importante para mim, para meu crescimento e aprimoramento.
Agradeço a todos que já visitaram.
Regina Azenha

AMANTE


Quando sinto o teu perfume
me faço embriagar de desejos,
e meu coração bate acelerado,
pois teu calor envolve todo meu ser

percebo tua presença, mesmo que distante,
e ao ouvir tua voz, fico trêmula,
porque a força que emana de ti,
é como a luz de uma estrela brilhante

quando sinto meu corpo envolto no teu,
chego a delirar, nese momento,
porque tu és a perfeição de amante,
sonho e verdade de toda mulher

Regina Azenha - do livro Mulher:Amor e Poesia -1986

MENINO,QUERO TE AMAR


Menino, deixa
eu te fazer um carinho,
construir meu ninho
nos teus braços,
menino vem
saciar minha sede
me embala na rede...
quero te amar

e nem que seja por um só dia,
vem te cansar,
deixa eu te enlevar
prá que depois,
no suor do teu corpo,
eu possa sentir o gosto,
de te ganhar

Menino, dorme
e sonha comigo,
pois um momento bonito
a gente pode encontrar,
no pensamento,
num beijo ardente,
no brilho das estrelas,
na luz do luar...

Regina Azenha- do Livro Mulher:Amor e Poesia de 1986

sábado, 5 de janeiro de 2008

A POESIA E O POETA


A Poesia (toda)
é sonho e realidade;
é querer sem poder,
é poder quando não se quer;
é verdade e fantasia,
negativa e afirmação...

é razão e sentimento,
é universo,, dentro do próprio Universo,
é poema, verso e soneto,
trova ou um simples lamento...

A Poesia (toda)
é a alma do Poeta,
matéria e sangue a fluir,
é mais do que meras palavras
num papel,
é terra, mar e céu...

O poeta
é o eterno sonhador,
consegue das asas ao coração,
mesclando sensibilidade
à imaginação,
fazendo com que simples frases,
soltas,
se tornem a mais bela canção...


Regina Azenha- Do Livro Fragmentos & Mutações -1997

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

MOMENTOS


Nestas horas, quando a noite cai,
fico a lembrar dos momentos,
que vivo a teu lado;
uns, onde a esperança transborda,
outros, onde me vejo só,
em isolamento...

Quando é a esperança
que habita meu pensamento,
pareço um beija-flor que suga,
o néctar do amor...

Quando é o isolamento(solidão em verdade)
nestes instantes,
sou um pássaro ferido,
que tenta encontrar um ninho,
que tenta cruzer o infinito,
que acredita,ainda, poder voar.......................

Regina Azenha- Do livro Fragmentos & Mutações- 1997

SUBLIMAÇÃO


Tuas mãos macias percorrem meu corpo
sedento de amor;
Teus beijos quentes saciam a sede
Em minha boca.

Entrego-me...corpo...alma...
porque me guardei para ti.
Sabia que um dia chegarias.
Quando seria?...Eu não podia prever.
Mas chegaste... e nem sei porque chegaste;
Nem mesmo a minha Poesia
saberia descrever o encanto
daquele momento...

Pouco dissemos...
Muito sentimos...

Meus dedos ficam a tatear
teu rosto...teu corpo...tuas mãos...
Como se quisessem e pudessem
Conseguir desenhar teu perfil
no espaço...vago...do meu pensamento
Para perpetuar a tua imagem
(E porque querem e podem...conseguem!)...

Conheço o homem;
o amante;
o amado...
Conheço a felicidade
De ver,
ter
e
sentir
Tua presença a meu lado...

Sonhei acordada;
o sonho que se faz realidade;
Realidade que se faz verdade pura,
Na sublimação do instante
Em que foste meu...
Em que fui tua...


Regina Azenha -Do Livro Fragmentos&Mutações 1997

domingo, 16 de dezembro de 2007

SOLIDÃO


Porque chegas tão depressa
e me arremessas na tristeza,
penso que ficarás por pouto tempo,
porém me engano, não tens pressa de partir,

a tua presença me desola,
procuro em tudo um alento,
porém nada me consola,
(se a tua companhia fosse só por um momento...)


sinto-me tão desamparada,
quando deparo contigo,
pois, prá mim, és inimiga,
ó triste e amarga solidão

Regjna Azenha

Do livro Mulher:Amor e Poesia de 1986

DESENCANTO


Distância ingrata
que nos separa...
tempo passado que
nos traz recordações...

Esta ausência
de cada um de nós
é triste, amargurada,
pois tudo foi em vão...

Nossas juras,nossa esperança,
uma infinita vontade
de concretizar nossos sonhos,
tudo foi ilusão...

A vida não perdoa
nossa inocência
quer que os homens sejam frios,
sem crenças, nem desejos!

Tivemos que nos adaptar
à realidade, pois a vida
com tantos ideais,
não nos dá sequer o direito de sonhar...

Regina Azenha

Do livro Mulher: Amor e Poesia de 1986